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  • Patricia Adnet

A importância da frustração na infância



As crianças começam a expressar seus desejos e vontades desde tenra idade. Muito antes de começarem a formar frases ou até mesmo terem uma variedade de palavras, elas são capazes de mostrar o que querem e são persistentes. Apontam daqui, gesticulam dali e, quando já tem sua linguagem um tanto desenvolvida, falam mesmo com firmeza. No entanto, sabemos enquanto adultos, que nem tudo o que os pequenos querem pode ser dado naquele momento ou simplesmente, não pode.

Quando o “não” lhes é apresentado, é necessária uma dose de repetição para que aprendam o seu significado. Neste momento, começam a testar os adultos também repetindo diversas vezes o quanto precisam daquele determinado brinquedo ou objeto. É uma fase de imenso desenvolvimento e internalização das informações passadas pelos pais, avós, tios e todos os que o cercam.


Ao entenderem o que a negativa significa, experienciam o que chamamos de frustração. Este sentimento está relacionado exatamente com o desejo não atendido; quando existe uma expectativa e não é alcançada, seja por si próprio ou por outrem. E por que é tão importante que a criança sinta e viva a frustração?

Assim como outras emoções desagradáveis de sentir, este sentimento tem uma função essencial de promover resiliência, ou seja, da pessoa ser capaz de lidar com as adversidades da vida, de entender que encontrará desafios ao longo do caminho e que muitas vezes não são nada fáceis.

Se desde cedo, os pais ou responsáveis ensinarem o que é a frustração, dando os limites necessários à educação, demonstrando com os próprios exemplos de que não se tem tudo o que almeja na vida, mas que podemos aprender a explorar outras possibilidades, os filhos aprenderão mais rápido a ter autocontrole, não só da frustração em si, como da ansiedade, raiva, irritação e até mesmo da tristeza. Possibilitar que as crianças processem de maneira saudável as emoções e as regulem também é papel dos adultos.

Dessa forma, lidarão melhor ao embarcarem na adolescência com o turbilhão de mudanças que ocorrem nessa outra fase e se tornarão adultos mais confiantes, com crenças positivas em relação a si mesmos, capacidade de resolução de conflitos e habilidades para conviver em sociedade.

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