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  • Karla Farias

O desafio das relações sociais



Habilidades sociais são um conjunto de comportamentos que nos permitem conviver em sociedade, expressando nossas atitudes, sentimentos, desejos, opiniões e direitos. Essa expressão deve adequar-se às regras sociais que variam para cada local, cada ambiente e cada momento. Outro ponto importante a ser observado é que todos partilhamos das mesmas necessidades de expressão, sendo então, o bom senso o grande balizador desta convivência, para que não ocorram os conflitos.


Como andam suas habilidades sociais?


Podemos fazer uma pequena autoavaliação observando coisas simples que acontecem no cotidiano. Há um consenso entre diversos pesquisadores sobre 12 dimensões que abrangem as habilidades sociais. São elas:


· Fazer elogios;

· Aceitar elogios;

· Fazer pedidos;

· Expressar agrado, amor e afeto;

· Iniciar e manter conversações;

· Defender os próprios direitos;

· Recusar pedidos;

· Expressar opiniões pessoais, inclusive o discordar;

· Expressar incômodo, desagrado ou enfado justificado;

· Pedir a mudança de conduta do outro;

· Desculpar-se ou admitir ignorância;

· Enfrentar as críticas.


Outras duas dimensões que afetam drasticamente a vida de muitas pessoas são a de solicitar satisfatoriamente um trabalho e falar em público.


As habilidades sociais envolvem tanto a comunicação verbal quanto a não-verbal, que é aquela expressão através do olhar, do movimento do corpo, o gesto, o sorriso, etc. Além disso, também a aparência pessoal, o contato físico, a postura corporal e o distanciamento/aproximação. Nós aprendemos a nos comportar em sociedade a partir da nossa interação com o mundo, desde a mais tenra infância. O sucesso ou o fracasso nas interações determinam se iremos repetir ou não um comportamento no futuro, em uma situação semelhante. Também aprendemos por observação. O padrão de comportamento dos pais influencia diretamente o das crianças. A criança que vê diariamente o cuidador lavar as mãos ao chegar da rua, repetirá o gesto mesmo que ninguém lhe instrua a fazê-lo. E se alguém lhe indagar, ele lhe dirá que é um ato de higiene óbvio para ele. O mesmo se dará para outros comportamentos como expressar gratidão ou não dar preferência a um idoso na fila.


As habilidades sociais também passam pelo conceito de assertividade, que representa


“uma classe de habilidades sociais de enfrentamento em situações que envolvem risco de reação indesejável do interlocutor, com controle de ansiedade e expressão apropriada de sentimentos, desejos e opiniões. Ela implica tanto na superação da passividade quanto no autocontrole da agressividade e de outras reações não habilidosas” (Del Prette & Del Prette, 2005, p.175).

A assertividade está dentro de um continuum que vai do comportamento passivo ao agressivo. Em todas as situações sociais temos o poder de decidir como nos comportar. A ação assertiva nem sempre traz os resultados esperados, porém ela é a melhor opção em relação à passividade e à agressividade. De acordo com alguns estudiosos, a ansiedade está relacionada com a falta de assertividade. Quanto maior a ansiedade, menor a capacidade de ser assertivo.


A falta de habilidades sociais não é uma condição definitiva. Como todo comportamento, podem-se aprender novas habilidades sociais através de treinamento, com a ajuda de um psicoterapeuta. O treino de habilidades sociais e o treino de assertividade contribui para o sucesso pessoal, profissional e até para o equilíbrio emocional, promovendo qualidade de vida e inserção social ao indivíduo.

Referência:

Del Prette, Z. A. P., & Del Prette, A. (2005). Psicologia das habilidades sociais na infância: Teoria e prática. Petrópolis, RJ: Vozes.

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