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  • Patricia Adnet

Fobias Específicas


As fobias específicas ou fobias simples fazem parte dos chamados Transtornos de Ansiedade. Antes de explicar o que são as fobias específicas propriamente ditas, é preciso entender o que significa a palavra fobia. O termo fobia (do Grego φόβος "medo") deriva de Phobos, deus grego que era capaz de provocar pânico e fuga de seus inimigos. Desse modo, a fobia é um medo persistente e excessivo, que desencadeia muita ansiedade e traz sofrimento e prejuízo na vida das pessoas em seus diversos contextos.

A característica principal das fobias específicas envolve este medo exagerado e irracional a determinadas situações, atividades ou objetos que não causam perigo real. O indivíduo que a possui sabe que seu medo não é racional e, mesmo assim, o medo interfere em suas atividades do dia-a-dia, seja no trabalho, no meio social ou familiar. Neste tipo de fobia, o medo acentuado ocorre tanto na presença do objeto ou situação temidos, quanto na previsão do encontro com os mesmos.

Existem cinco subtipos que indicam o alvo do medo ou fuga na fobia específica:

- Tipo animal: medo causado por animais ou insetos;

- Tipo ambiente natural: medo por tempestades, alturas, água, entre outros;

- Tipo sangue, injeção, ferimentos: medo por ver sangue ou ferimentos, injeção ou submeter-se a outros procedimentos médicos invasivos;

- Tipo situacional: medo em situação específica, como andar em transportes coletivos, túneis, pontes, elevadores, aviões entre outros.

- Outro tipo: medo causado por estímulos que levem a vômitos, asfixia, contração de doenças.

As causas para este transtorno ainda não são totalmente definidas ou conhecidas, mas já se tem a hipótese de que foram medos aprendidos ao longo da história de cada um. Por ser um dos transtornos de ansiedade, os sintomas provocados ao entrar em contato com o objeto temido são fisiológicos, comportamentais e subjetivos. Os fisiológicos incluem as sensações mais conhecidas da ansiedade, tais como aceleração do batimento cardíaco, sudorese, tremor, respiração acelerada, tensão muscular ou enfraquecimento, náusea, falta de ar e sensação de “embrulho no estômago”. Já os comportamentais envolvem ou a fuga/evitação da situação ou não conseguir sair dela, ficando imobilizado, como se a pessoa estivesse presa. Por último, os subjetivos aparecem por meio de pensamentos como “Isso vai me matar”, “As pessoas não têm cuidado”, além de emoções fortes como vergonha, raiva e constrangimento.

Assim como os outros transtornos ansiedade, as fobias específicas têm tratamento e o psicólogo é o profissional mais indicado. Através de estratégias e técnicas, a pessoa aprende a lidar com seu medo, entendê-lo e controlá-lo, a fim de não sofrer mais e ter uma vida equilibrada e com muito mais ganhos.

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